Marcadores

Mostrando postagens com marcador Gramática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gramática. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Verbos transitivos,intransitivos e de ligação

1. (CESCEM-SP) Os pássaros voam na mata.
a) verbo de ligação; b) verbo transitivo direto;
c) verbo transitivo indireto; d) verbo intransitivo;
e) nenhum dos citados.

2. (CESCEM-SP) O aluno ficou contente com o resultado dos estudos.
a) verbo de ligação; b) verbo transitivo direto;
c) verbo transitivo indireto; d) verbo intransitivo;
e) nenhum dos citados.

3. (Uni-Rio-RJ) Assinale a opção correta quanto à predicação atribuída ao verbo sublinhado na passagem do texto.
a) "A casa fica num alto lavado de ventos." - ligação;
b) "Aqui não há encantos." - intransitivo;
c) "... as zínias e os manjericões que levantavam um muro colorido ao pé dos estacotes" - transitivo direto e indireto;
d) "Sim, só comparo o Nordeste à Tera Santa." - intransitivo;
e) "... em torno do qual gravitam as plantas, os homens e os bichos." - intransitivo.

4. (Medicina Itajubá-MG) Todas as orações apresentam verbo de ligação, exceto:
a) Camilo saiu desesperado da biblioteca.
b) Juliana ficou pensativa ao lado da irmã.
c) Orestes continuava firme no seu propósito.
d) Jairo permanece calado no meio da gritaria.
e) Cézar parecia um rapaz entre seus coleguinhas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DISCURSO DIRETO E INDIRETO

O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo:
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto:
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a trouxe consigo?
Veja mais:

Tipos de Discurso

As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto.
Discurso Direto
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.
COISA INCRÍVEIS NO CÉU E NA TERRA
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá, que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo, havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira.
- Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra.
E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração...

Mário Quintana

As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc.
No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas), mas abre mão dos dois-pontos.
Numa estrutura mais tradicional teríamos:
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, disse-lhes eu:
- Que crepúsculo fez hoje!
Respondeu-me uma delas:
- Não, não reparamos em nada."

Discurso Indireto
O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem.
No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte passagem.
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'"
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.

Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão".

Ao contrário da fala do marido, em que o narrador reproduz fielmente as palavras do personagem, a fala de Dona Abigail não é reproduzida como as palavras que ela teria utilizado naquele momento. O narrador é quem reproduz com suas próprias palavras aquilo que Dona Abigail teria dito. Temos aí um exemplo de discurso indireto.
Veja como ficaria o trecho acima se fosse utilizado o discurso direto:
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe:
- Sonhei que vai faltar feijão."
Verifique que, ao transformar o discurso indireto em discurso direto, o verbo de elocução (disse) se manteve, o conectivo (que) desapareceu e a fala da personagem passou a ser marcada por sinal de pontuação.

Veja, ainda, que o verbo sonhar, que no discurso indireto se encontrava no pretérito mais-que-perfeito composto (havia sonhado), no discurso direto passa para o pretérito perfeito simples (sonhei), e o verbo ir, que no discurso indireto estava no pretérito (iria), no discurso direto aparece no presente do indicativo (vai).

Repare que o tempo verbal, no discurso indireto, será sempre passado em relação ao tempo verbal do discurso direto. Reproduzimos, a seguir, um quadro com as respectivas relações:

Verbo no presente do indicativo: - Não bebo dessa água - afirmou a menina.
Verbo no pretérito imperfeito do indicativo: - A menina afirmou que não bebia daquela água.
Verbo no pretérito perfeito: - Perdi meu guarda-chuva - disse ele.
Verbo no pretérito mais-que-perfeito: Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva.
Verbo no futuro do indicativo: - Irei ao jogo.
Verbo no futuro do pretérito: Ele confessou que iria ao jogo.
Verbo no imperativo: - Aplaudam! - ordenou o diretor.
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo: O diretor ordenou que aplaudíssemos.

Discurso Indireto Livre
Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles.
"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes."
Na forma do discurso direto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz:
- Assim tenho neve o ano inteiro.
Mas por que neve o ano inteiro?"

Na forma do discurso indireto, teríamos:

"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."
Outro Exemplo
Discurso Direto
- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
- O senhor sabe o número dela?
- Ela é meio gordinha.
- O maior tamanho que temos é 44.
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.
Discurso Indireto (conta com o narrador)
O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los."

terça-feira, 7 de junho de 2011

Oxítona- Paroxítona- Proparoxítona

A palavra "possível" tem três sílabas: pos-sí-vel. Ao lermos a palavra, colocamos maior força na sílaba "sí". Ou seja, acentuamos - no sentido de que a destacamos, enfatizamos, sonoramente - esta sílaba. Ela é, portanto, a sílaba tônica da palavra, pois é sobre ela que recai o acento da fala.
        Já as duas outras sílabas "pos" e "vel" são chamadas de átonas, pois são pronunciadas com menor intensidade do que a tônica. Vamos ver outros exemplos, em que destacaremos as sílabas tônicas:

CA-FÉ   , PÁS-SA-RO , MO-RA-DA , QUA-DRO, PA-RA-TI , TAM-BÉM

        Como você pôde ver nos seis exemplos apresentados, a sílaba tônica existe sempre, mas nem sempre ela é marcada pelo acento gráfico. Existem regras de acentuação gráfica, que estabelecem quando uma sílaba é ou não acentuada graficamente. Para entendê-las, você precisa saber que existe uma classificação das palavras de acordo com a posição da sílaba tônica.
Palavras com duas ou mais sílabas

Em Parati, a tônica é a última sílaba da palavra. Em qua-dro, é a penúltima. Em pás-sa-ro, é a antepenúltima. Pois bem:

1) As palavras cuja acentuação tônica recaem na última sílaba, chamam-se oxítonas.
Exemplos:
PARANÁ , URUBU, PAJÉ ,VOVÔ , JABUTI , GUARANÁ ,GUARANI ,ROBÔ , ETC.


2) As palavras que têm acentuação na penúltima sílaba, chamam-se paroxítonas e são as de maior número em língua portuguesa.
Exemplos:
                    CAMELO, CARRO, AUTOMÓVEL, BARCO, REVÓLVER, SERPENTE, FÊNIX, ÁLBUM, ETC.
3) Finalmente, as palavras acentuadas na antepenúltima sílaba chamam-se proparoxítonas.

Exemplos:
                 ANTEPENÚLTIMA ,SÍLABA, PÁSSARO, ESDRÚXULA, VÍTIMA, CÂNTICO, ROMÂNTICO, ETC.



Monossílabos ou palavras com uma única sílaba
São muitas as palavras formadas por uma única sílaba, e elas também podem ser tônicas ou átonas, de acordo com a intensidade com que são pronunciadas em uma frase.
        Pronunciado fracamente, o monossílabo átono, na prática, se junta à palavra que vem antes ou depois dele.

Exemplo: Esse é um problema de cada um de nós.
       Note que os dois "de" quase são pronunciados como se fosse um "di" e forma uma espécie de sílaba átona da palavra anterior: "dicada" e "dinós" (as tônicas estão em negrito).
      Na mesma frase, entretanto, encontramos monossílabos tônicos: "é" e "nós", cuja pronúncia é fortemente marcada

OBSERVAÇÃO
Os textos publicados antes de 1º de janeiro de 2009 não seguem o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A grafia vigente até então e a da reforma ortográfica serão aceitas até 2012

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O que é CRASE ?


           Crase caracteriza-se como a fusão de duas vogais idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com o artigo feminino a (s), com o “a” inicial referente aos pronomes demonstrativos – aquela (s), aquele (s), aquilo e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes em que tal fusão se encontra demarcada pelo acento grave (`): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às quais.
        Trata-se de uma particularidade gramatical de relevante importância, dado o seu uso de modo frequente. Diante disso, compreendermos os aspectos que lhe são peculiares, bem como sua correta utilização é, sobretudo, sinal de competência linguística, em se tratando dos preceitos conferidos pelo padrão formal que norteia a linguagem escrita.
        Há que se mencionar que esta competência linguística, a qual se restringe a crase, está condicionada aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e nomimal, mais precisamente ao termo regente e termo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo ou nome que exige complemento regido pela preposição “a”, e o temo regido é aquele que completa o sentido do termo regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). Como explicitamente nos revela os exemplos a seguir:

Refiro-me a(a) funcionária antiga, e não a(a)quela contratada recentemente.
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada recentemente.

      Notamos que o verbo referir, analisado de acordo com sua transitividade, classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos a alguém. Constatamos que o fenômeno se aplicou mediante os casos anteriormente mencionados, ou seja, fusão da preposição a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome demonstrativo aquela (àquela).


A fim de ampliarmos nossos conhecimentos sobre as circunstâncias em que se requer ou não o uso da crase, analisaremos:


# O termo regente deve prescindir-se de complemento regido da preposição “a”, e o temo regido deve admitir o artigo feminino “a” (s):Exemplos:

As informações foram solicitadas à diretora.
(preposição + artigo)

Nestas férias, faremos uma visita à Bahia.
(preposição + artigo)

Observação importante:
Alguns recursos nos servem de subsídios para que possamos confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns deles:
a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina equivalente. Caso ocorra a combinação a+o(s), a crase está confirmada.Exemplos:

As informações foram solicitadas à diretora.
As informações foram solicitadas ao diretor.

b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.Exemplos:

Faremos uma visita à Bahia.
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)

Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos jamais vividos.

Atenção:
Nas situações em que o nome geográfico apresentar-se modificado por um adjunto adnominal, a crase está confirmada.Exemplos:

Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas praias.

# A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o temo regente exigir complemento regido da preposição “a”. Exemplos:

Entregamos a encomenda àquela menina.
(preposição + pronome demonstrativo)

Iremos àquela reunião.
(preposição + pronome demonstrativo)

Sua história é semelhante às que eu ouvia quando criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
(preposição + pronome demonstrativo)

# A letra “a” que acompanha locuções femininas (adverbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave: Exemplos:

* locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pressas, à vontade...
* locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura de...
* Locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.

Casos passíveis de nota:
* Em virtude da heterogênea posição entre autores, o uso da crase torna-se optativo quando se referir a locuções adverbiais que representem meio ou instrumento.
Exemplos:

O marginal foi morto a bala pelos policiais. (Poderíamos dizer que ele foi morto a tiro)
Marcela redige todos os seus trabalhos a máquina. (Poderia ser a lápis)

* Constata-se o uso da crase se as locuções prepositivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas, mesmo diante de nomes masculinos.Exemplos:

Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)

* Não se efetiva o uso da crase diante da locução adverbial “a distância”.

Na praia de Copacabana, observamos a queima de fogos a distância.

Entretanto, se o referido termo se constituir de forma determinada, teremos uma locução prepositiva. Mediante tal ocorrência, a crase está confirmada. Exemplo:

O pedestre foi arremessado à distância de cem metros.

- De modo a evitar o duplo sentido, faz-se necessário o emprego da crase.Exemplo:

Ensino à distância.
Ensino a distância.

# Em locuções adverbiais formadas por palavras repetidas, não há ocorrência da crase. Exemplo:

Ela ficou frente a frente com o agressor.

Casos em que não se admite o emprego da crase:
# Antes de vocábulos masculinos.Exemplos:

As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.

# Antes de verbos no infinitivo. Exemplos:

Ele estava a cantar quando seu pai apareceu repentinamente.
No momento em que preparávamos para sair, começou a chover.

# Antes de numeral.
Exemplo:
Cegou a cento e vinte o número de feridos daquele acidente.

Observação:
- Nos casos em que o numeral indicar horas, configurar-se-á como uma locução adverbial feminina, ocorrendo, portanto, a crase.
Os passageiros partirão às dezenove horas.

- Diante de numerais ordinais femininos a crase está confirmada, visto que estes não podem ser empregados sem o artigo.
As saudações foram direcionadas à primeira aluna da classe.

# Antes da palavra casa, quando essa não se apresentar determinada.Exemplo:

Chegamos todos exaustos a casa.

Entretanto, se a palavra casa vier acompanhada de um adjunto adnominal, a crase estará confirmada.
Chegamos todos exaustos à casa de Marcela.

# Antes da palavra “terra”, quando essa indicar chão firme.Exemplo:

Quando os navegantes regressaram a terra, já era noite.

Contudo, se o referido termo estiver precedido por um determinante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá a crase.
Paulo viajou rumo à sua terra natal.

# Quando os pronomes indefinidos “alguma, certa e qualquer” estiverem subentendidos entre a preposição “a” e o substantivo, não ocorrerá a crase.Exemplo:

Caso esteja certo, não se submeta a humilhação. (a qualquer humilhação)

# Antes de pronomes que requerem o uso do artigo.Exemplos:

Os livros foram entregues a mim.

Dei a ela a merecida recompensa.

Observação:
Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o uso da crase está confirmado no “a” que os antecede, no caso de o termo regente exigir a preposição.

Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: o estudo sobre CRASE não se esgota somente neste blog , amplie seu conhecimento através de  gramáticas e livros didáticos .

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Plural dos substantivos compostos

 

Sem hífen

Substantivos compostos não separados por hífen seguem as mesmas regras dos substantivos simples, como em: superegos (superego), pontapés (pontapé), metadiscussões (metadiscussão).

Com hífen

Substantivos compostos separados por hífen pode não ser variado, pode variar em um ou nos dois elementos, dependendo de cada caso.

Nenhum elemento muda para o plural quando:

verbo + palavra invariável como: os chora-muito, os anda-devagar etc.
Se formados com verbos de sentido opostos como em: pára-anda, leva-e-traz etc.
Apenas o primeiro elemento muda para o plural quando:
O segundo elemento limitar a idéia do primeiro como em: bananas-maçã (banana-maçã), pombos-correio (pombo-correio) etc.
Se os elementos estiverem ligados por preposição como em: pés-de-moleque (pé-de-moleque), pães-de-açúcar (pão-de-açúcar) etc.
Apenas o segundo elemento muda para o plural quando:
O primeiro elemento é um verbo ou palavra invariável, exemplos:
verbo + substantivo - como em: guarda-trecos (guarda-treco)
advérbio + adjetivo - como em: alto-falantes (alto-falante)
preposição + substantivo - como em: contra-ataques (contra-ataque)
Nos casos em que o primeiro elemento seja composto de formas reduzidas como em grão, grã e bel: grão-duques, grã-cruzes, bel-prazeres etc.
Caso os elementos forem palavras repetidas ou onomatopaicas como em: tico-ticos, reco-recos, corre-corres, tique-taques etc.
Nota: se os elementos repetidos forem verbos é permitido também a flexão dos dois como em: piscas-piscas, corres-corres etc.

Os dois elementos mudam para o plural quando

substantivo + substantivo - como em: couves-flores (couve-flor) substantivo + adjetivo - como em: cachorros-quentes (cachorro-quente) adjetivo + substantivo - como em: más-línguas (má-língua) numeral + substantivo - como em: quintas-feiras (quinta-feira)

Plural de nomes próprios

Seguem as mesmas regras do plural de substantivos comuns, como por exemplo: Rangéis (Rangel), Dantas (Dantas), Nunos (Nuno), Andrés (André) etc.

Metafonia: plural com mudança de timbre

A Letra o (ô) tônico fechado de alguns substantivos no singular muda para a letra o (ó) aberto no plural. Exemplos de plurais metafônicos: o tijolo (ô) / os tijolos (ó); o ovo (ô) / os ovos (ó); o osso (ô) / os ossos (ó) etc. Não mudam o timbre: acordos, bolos, bolsos, choros, confortos, contornos, dorsos, esboços, esgotos, esposos, estojos, ferrolhos, globos, gostos, gozos, rolos, repolhos e toldos.

Plural com deslocamento da sílaba tônica

A sílaba tônica de alguns substantivos se modificam ao passarem para o plural, como em: caráter / caracteres; Lúcifer / Luciferes; júnior / juniores etc.

Substantivos do estrangeiro

Os substantivos estrangeiros aportuguesados seguem as mesmas regras da língua portuguesa. Exemplos: o chope / os chopes; o drope / os dropes; o clipe / os clipes. Os substantivos não aportuguesados acrescenta-se o s apenas, como em: os shorts, os shows etc.

Substantivos de um só número

Apenas plural

Os afazeres, as algemas, os anais, os arredores, as belas-artes, as bodas, as férias (descanso), as cócegas, as condolências, as fezes, os idos, as núpcias, os óculos, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as costas (dorso), os picles, os víveres, os Estados Unidos.

Fonte: pt.wikipedia.org

Por que ou por quê ?


A simples apresentação da palavra PORQUE evidencia a existência de uma locução (POR + QUE), sem que se possa garantir, na generalidade dos casos, quando se deixou de grafar separado (POR QUE) para grafar junto (PORQUE). Certo é que muitos escritores sempre ignoraram tal distinção (junto x separado), de forma que, até no mesmo texto, se encontram exemplos de POR QUE e PORQUE, em idênticas estruturas gramaticais, o que denuncia, por parte desses autores, desprezo pela questão bizantina, sem, nem de longe, ser comprometida a excelência literária de seus textos.
Mais modernamente, contudo, os gramáticos têm se empenhado (sic) em estabelecer um código de aplicação, ao qual se deve, sem dúvida, o mérito de uma uniformização vantajosa para a descrição gramatical.
Parece que o PORQUÊ mais rebelde a essa sistematização foi (e é) o advérbio interrogativo de causa (por quê? = por qual razão? por qual motivo?), rebeldia essa assentada na larga tradição do idioma e estimulada pela analogia com o advérbio interrogativo francês (pourquoi?), com o italiano (perchè?) e certamente com o substantivo espanhol porqué (=causa, razão etc.). PORQUE (junto) era a prática adotada pelos que melhor escreviam e mais profundo tinham o sentimento de língua.
“Porque virá o conde quase de luto à festa?” (Rebelo da Silva; Última corrida de touros em Salvaterra; in Antologia Nacional, Fausto Barreto e Carlos de Laet, 6ª edição).
“Porque não fez ele isso há mais tempo?” (Machado de Assis, Papéis avulsos, 106)
“_ Que a deixe? Que a deixe porquê?” (Machado de Assis, Várias histórias)
É fora de dúvida, entretanto, que em algumas incidências o advérbio PORQUE (grafado junto) impunha à frase sensível ambigüidade, com prejuízo da clareza e conseqüente empobrecimento do estilo.
Por exemplo:
“Não sei porque você não me disse a verdade.”
Há dois entendimentos:
(1) Não sei por qual razão você não me disse a verdade.
(Não sei isto = oração subordinada substantiva objetiva direta; interrogação indireta)
(2) Não sei, pois você não me disse a verdade.
(porque, pois = oração subordinada adverbial causal ou coordenada sindética explicativa)
Deve estar aí, nessa ambigüidade, a razão de os organizadores do Formulário Ortográfico e do Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (PVOLP), de 1943, oficiais ambos, terem, numa lição não muito clara, recomendado grafar-se POR QUE e POR QUÊ (= por qual razão, por qual motivo), no começo ou no fim de interrogações, respectivamente, sempre que se tratar do advérbio interrogativo de causa. A partir de então, consagrou-se a forma POR QUE (= por qual razão), visto ser oficial a ortografia, desde 1943. É assim, por conseguinte, que hoje estarão ortografados (por que) os exemplos acima, de Rebelo da Silva e Machado de Assis.
Discutidas tais dificuldades, podemos tentar – creio – uma sistematização que, embora não seja exaustiva, abrigue os casos mais expressivos.

1º CASO – PORQUE

(junto e sem acento)
a) conjunção causal/explicativa, equivalente a POIS ou COMO
“ Não foi ao baile, porque (=pois) não tinha roupa.”
“Porque (=como) não estava autorizado, não pôde ingressar no recinto.”
b) conjunção causal/explicativa em interrogações com caráter de objeção, dúvida ou surpresa.
Um diálogo:
_ Paulo não veio à aula porque (=pois) não tem caderno.
_ Não veio à aula porque (=pois) não tem caderno? Não creio, não.
c) conjunção subordinativa final (= para que)
"Tudo fizemos porque (= para que) ele sarasse do mal que o afligia."

2º CASO – PORQUÊ

(junto e com acento)
a) substantivo (=pergunta; causa, razão)
“Ignora-se o porquê (= a causa) da sua renúncia.”
“São muitos os porquês (= as perguntas) que estão sem resposta.”
Obs.: Em geral, o PORQUÊ substantivo é precedido de artigo.
b) conjunção causal/explicativa em “discurso” interrompido pela superposição de outro “discurso”.
Um diálogo:
_ Eu lhe tinha pedido permissão para sair mais cedo porquê...
_ Estão proibidas as saídas cedo.
Obs: Não é unânime a acentuação de PORQUE, nessa hipótese.

3º CASO – POR QUE

(separado e sem acento)
a) preposição POR (regência verbal ou nominal) + conjunção integrante QUE.
(1) “Opinou por que se concedesse a licença.”
Opinou por isto = oração subordinada substantiva objetiva indireta.
(2) “Sempre se mostrou interessado por que se concluísse a negociação.”
Interessado por isto = oração subordinada substantiva completiva nominal.
b) preposição POR + pronome relativo QUE
“São ásperos os caminhos por que passei.”
POR QUE (= pelos quais caminhos) – adjunto adverbial de lugar “por onde”.
Passei pelos quais caminhos.
c) preposição POR + pronome interrogativo substantivo QUE (= qual coisa)
(1) Interrogação Direta
“Por que (= por qual coisa) estavas tu, na época, interessado?
POR QUE (= por qual coisa) – complemento nominal de “interessado”
(2) Interrogação Indireta
“Não se sabe por que (por qual coisa) estavas tu, na época, interessado.”
Não se sabe isto (= oração subordinada substantiva subjetiva)
POR QUE (= por qual coisa) – complemento nominal de “interessado”.
d) preposição POR + pronome interrogativo adjetivo QUE (= qual)
(1) Interrogação Direta
“Por que cargo estavas tu, na época, interessado?”
POR QUE CARGO (= por qual cargo) – QUE – adjunto adnominal de “cargo”
(2) Interrogação Indireta
“Não se sabe por que cargo estavas tu, na época, interessado”
Não se sabe isto (= oração subordinada substantiva subjetiva)
POR QUE CARGO (= por qual cargo)
QUE – adjunto adnominal de “cargo”.
e) POR QUE (=por qual motivo, razão) – advérbio interrogativo de causa
(1) Interrogação Direta
“Por que foste reprovado?”
POR QUE (= por qual motivo) – adjunto adverbial de causa
(2) Interrogação Indireta
“Quero saber por que foste reprovado.”
Quero saber isto (= oração subordinada substantiva objetiva direta)
POR QUE (= por qual motivo) – adjunto adverbial de causa.

4º CASO – POR QUÊ

(separado e com acento) – advérbio interrogativo no final de frase interrogativa
(1) Interrogação Direta
“Não vais à aula por quê?”
POR QUÊ (= por qual motivo) – adjunto adverbial de causa
(2) Interrogação Indireta Atípica
“Foi reprovado e não sabe por quê.”
Obs.: Esta coordenação (E) é meramente formal. Em verdade, a estrutura matriz é:
“(Ele) não sabe por que foi reprovado.”
Note-se que o adjunto adverbial de causa (por quê) não pertence para o verbo SABER, como parece, mas sim para o verbo REPROVAR (Ele foi reprovado por quê?). Criou-se, então, uma estrutura inteiramente atípica: uma interrogação indireta sem o concurso de oração subordinada substantiva. Esta é a razão de a interrogação não estar marcada com “ponto-de-interrogação” (?): “Não sabe por quê?”, o que seria coisa inteiramente diversa.

5ª CASO: POR QUÊ

(separado e com acento) – advérbio interrogativo no final de segmento melódico, embora não coincida com o final da frase gramatical.
“Por quê, divino mestre,
Com teu poder celeste,
Ao homem que cegara,
De novo ver fizeste?”
(Francisco Otaviano)
Esse QUÊ (Por quê) é, de fato, monossílabo tônico, pois, embora não esteja no final da frase, está no final de um segmento melódico, já que a aposição (divino mestre) e a inversão de toda a estrutura interrompem a seqüência melódica que teria a frase em disposição regular.
“Por que fizeste ver de novo o homem que cegara?”
Obs.: O domínio dos fenômenos da fonética sintática exigiria do redator a acentuação gráfica desse monossílabo, indiscutivelmente tônico; nem sempre, contudo, isto ocorre.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

1ª) Depois da partícula designativa EIS, escreve-se POR QUE (separado)
“Eis por que ela não pôde voltar.”
Obs.: O QUE é pronome relativo de um antecedente elíptico.
“Eis (a razão) por que (= pelo qual) ela ...
2ª) Em títulos ou manchetes, grafa-se POR QUE (separado)
POR QUE FOI CASSADO O PREFEITO.
Obs.: Semelhantemente ao caso anterior, o QUE é pronome relativo.
(A razão) por que (= pelo qual) foi cassado...
3ª) POR QUE (= por qual, por qual coisa) é preposição + pronome interrogativo;
POR QUE (= por qual razão) é advérbio interrogativo de causa.
4ª) PORQUE, conjunção final (= para que) é, segundo a tradição da língua, grafado junto, embora se encontrem exemplos com POR QUE (separado)
“Faço votos porque (= para que) sejam felizes.” (comum)
“Faço votos por que (= para que) sejam felizes.” (raro)

Até breve.

Mau ou mal ?


Este é um mal negócio ou Este é um mau negócio?
A garota saiu mal na prova? ou A garota saiu mau na prova?
Eis aí uma dualidade de expressões que às vezes nos confunde no momento de empregá-las corretamente, pois são palavras homófonas, ou seja, possuem o mesmo som, embora denotem sentidos diferentes.

No que se refere às normas gramaticais, às vezes existem certos “atalhos” que facilitam melhor a nossa compreensão, e nada melhor do que utilizarmos como exemplo as duas expressões, ora discutidas. Observe:

Quando usar Mau? No momento em que houver possibilidade de substituirmos pela palavra Bom, que é o seu antônimo.

E quando usar Mal? Somente quando puder ser substituído por Bem. Muito simples, não?

Mal pode aparecer como:
-  Advérbio - Neste caso ele é invariável- A garota foi mal recebida.
-  Substantivo - Varia em número - Há males que vêm para o bem.

Mau ocorre como:
-  Adjetivo - Varia em gênero e número- Não eram maus alunos, somente tinham dificuldade em assimilar.
-  Palavra substantivada - Os bons vencerão os maus.

Para compreendermos melhor, atente-se para estas frases:
a) Hoje eu estou passando muito mal. (Bem)
b) Sua tristeza é um mau sinal. (Bom)
c) O mercado de trabalho está repleto de maus funcionários. (Bons)
d) Ela está sempre de mau humor. (Bom)
e) Seu convite será mal aceito por todos. (Be

Ideia ou idéia ?

Essa é uma das palavras que tiveram sua acentuação modificada pela reforma ortográfica, vigente desde janeiro deste ano. E sua nova grafia tem causado muita estranheza no mundo corporativo, que constantemente ignora algumas das novas regras.
No processo de produção de uma publicação corporativa, todos os textos são enviados para a aprovação da fonte. A medida tem como objetivo evitar erros em conteúdos de caráter específico da corporação. Porém, muita gente retorna nos chamando a atenção para a falta de um acento, trema ou hífen que já não vale mais. Isso porque redigimos seguindo as normas da reforma.
O uso das novas regras será exigido oficialmente a partir de dezembro de 2012. Até lá, as duas (a antiga e a nova) são aceitas como corretas e podem ser usadas.
Por aqui, estamos em constante aprendizado e atualização e isso inclui a adaptação às novas regras da ortografia brasileira. Esse período até 2012 existe justamente para que possamos assimilar essas mudanças. Então, vamos usar esse tempo para treinar!
Você sabia?
- Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (aquelas que possuem o acento na última sílaba). Exemplos: apoia, plateia, colmeia, geleia, jiboia.
Quer saber mais? Clique aqui.
- O Brasil é o primeiro país entre os que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) a adotar oficialmente a nova grafia.